
no sol do lado de lá
na alvorada eu vi a chuva chegar
atrás da estrada
abandonada
eu vi o vento mudar
na alvorada
atrás da estrada
eu vi o vento mudar
na alvorada
atrás da estrada
eu vi a chuva
no sol do lado de lá
ver-te partir
e ficar à tua espera
correr para ti
e ver-te fugir
na sombra de uma esfera
perder-te ao longe
e ver-te
atrás do sol, do vento, da chuva
e na fuga distante do tempo
ao longe
abandonada
no sol do lado de lá
[nas margens desse rio o mistério
os frutos dele e o silêncio que dele fica
para sempre
quando os frutos
apodrecem]* (manuel afonso costa)
na alvorada
atrás da estrada
eu vejo o vento
na alvorada
atrás da estrada
eu vejo a chuva
na alvorada
atrás da estrada
eu vejo o mundo
parar.
(rui)
atrás da estrada
abandonada
eu vi o vento mudar
na alvorada
atrás da estrada
eu vi o vento mudar
na alvorada
atrás da estrada
eu vi a chuva
no sol do lado de lá
ver-te partir
e ficar à tua espera
correr para ti
e ver-te fugir
na sombra de uma esfera
perder-te ao longe
e ver-te
atrás do sol, do vento, da chuva
e na fuga distante do tempo
ao longe
abandonada
no sol do lado de lá
[nas margens desse rio o mistério
os frutos dele e o silêncio que dele fica
para sempre
quando os frutos
apodrecem]* (manuel afonso costa)
na alvorada
atrás da estrada
eu vejo o vento
na alvorada
atrás da estrada
eu vejo a chuva
na alvorada
atrás da estrada
eu vejo o mundo
parar.
(rui)
Etiquetas: o cais
[não era o vento que passava por ti]
domingo, 12 de fevereiro de 2006
não era o vento que passava por ti
eras tu à beira do vento
eras tu quem inventava tudo
porque para além de ti a vida
apenas aguardava
um olhar que a supusesse
um gesto talvez imaginado
que confundisse de uma vez por todas
a noite com a tua alma
porque junto de ti só o teu corpo se erguia
lento e demorado
e cinzas de sete lares por conhecer ainda.
(rui)
eras tu à beira do vento
eras tu quem inventava tudo
porque para além de ti a vida
apenas aguardava
um olhar que a supusesse
um gesto talvez imaginado
que confundisse de uma vez por todas
a noite com a tua alma
porque junto de ti só o teu corpo se erguia
lento e demorado
e cinzas de sete lares por conhecer ainda.
manuel afonso costa.
(rui)
Etiquetas: escritos ditos e vivos
[é depois das primeiras chuvas]
terça-feira, 7 de fevereiro de 2006
é depois das primeiras chuvas
que recuamos
ao limiar de uma tristeza consentida
ao recolhimento calculado de remorsos
sem préstimo
o inverno é um balanço espesso
uma lama que cerca o coração
atravessa-se devagar de uma soleira
para a protecção de todas as soleiras
porque a paixão das travessias é antiga
nelas se esquece da morte
quem se esqueceu da vida.
(rui)
que recuamos
ao limiar de uma tristeza consentida
ao recolhimento calculado de remorsos
sem préstimo
o inverno é um balanço espesso
uma lama que cerca o coração
atravessa-se devagar de uma soleira
para a protecção de todas as soleiras
porque a paixão das travessias é antiga
nelas se esquece da morte
quem se esqueceu da vida.
manuel afonso costa.
(rui)
Etiquetas: escritos ditos e vivos
birds make good neighbours 2
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006

eles não param de voar.
Avenida de Berna,
Janeiro 2006
(carlos)
Etiquetas: photografias desenhos e outras imagens